Governo chinês manda fechar servidores de World of Warcraft

Se arrependimento matasse, a Blizzard provavelmente estaria neste momento a caminho do caixão. Conforme publicou a agência Reuters, o Ministério da Cultura do governo da China não renovou o direito de continuidade do serviço do MMORPG World of Warcraft pela NetEase - empresa que administra o game no país desde abril, após passar antes pelas mãos da The9 que foi trocada pela Blizzard depois de atuar por 4 anos como representante na China. E esta decisão de trocar a representante no país foi que ocasionou toda essa confusão, pois tiveram que pedir uma nova licença de funcionamento, que acabou sendo negada.

Inicialmente, a Blizzard tentou contornar a situação, lançando em setembro uma atualização para WoW nos servidores da China que tirava os corpos e esqueletos dos mortos do chão, colocando no lugar um saco de areia, assim como trocava a cor do sangue de vermelho para preto. Porém, a atitude não foi suficiente, fazendo com que o órgão do governo chinês mantivesse a negação da autorização para o funcionamento do game.

A decisão é que a NetEase cesse a operação de WoW na China, suspendendo a cobrança dos assinantes atuais e não aceitando novos assinantes, mas a representante ainda tenta conseguir a mudança da decisão para obter a aprovação. Certamente o impacto desta decisão terá um peso muito grande para a Blizzard, tendo em vista que o número de jogadores na China é um dos maiores do mundo, chegando a alguns milhões de pagantes, enquanto que o último relatório divulgado pela desenvolvedora estimou em 11,5 milhões de jogadores de WoW em todo o mundo em dezembro de 2008. E a decisão já afeta as ações de ambas as empresas, sendo que os papéis da NetEase caíram 2,4% ontem enquanto que os da Activision Blizzard caíram 4,3%.



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